Sua Saúde

Muito cuidado com o uso da testosterona

Hormônio masculino começa a ser usado para tratamento de diminuição da libido em mulheres


Não é de hoje que a divulgação de novos remédios sexuais tem modificado o comportamento de homens e mulheres. Para eles, a chegada do Viagra, nos anos 90, foi recebida como um presente dos céus, que ajudou a driblar a disfunção erétil e incrementar a relação a dois, inclusive na terceira idade. Já o aliado das mulheres para vencer a diminuição da libido é mais recente e ainda gera controvérsias entre os médicos.
 
Aprovado na Europa, desde 2007, o adesivo de testosterona permanece uma incógnita para os médicos. Se, por um lado, existem especialistas que o aprovam, por outro há médicos temerosos com possíveis efeitos colaterais relacionados ao uso prolongado. "Entre eles, destacam-se aparecimento de pêlos, acne, ganho de gordura abdominal, levando a aumento de peso, do nível de colesterol e do risco de vir a desenvolver um quadro de diabetes e de hipertensão", alerta Ruth Clapauch, diretora do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
 
De acordo com a especialista, a diminuição de libido é verificada em 70% das mulheres, mas apenas 10% a 20% delas se incomodam com a alteração a ponto de procurar um médico para tratá-la. Na maior parte das vezes, o fenômeno está relacionado a desdobramentos da menopausa – menor elasticidade das paredes vaginais e lubrificação mais lenta, por exemplo – mas também pode estar associado a fatores ambientais, como situações de estresse ou depressivas.
 
Diante de tal quadro, os adesivos surgem como uma forma eficaz de revitalizar o desejo sexual. Ruth Clapauch conta que estudo controlado realizado recentemente e divulgado no último Congresso Internacional de Endocrinologia, no Rio de Janeiro, mostra que o medicamento fez com que pacientes tivessem melhora da libido e do humor, mas os resultados não chegam a ser expressivos. A endocrinologista afirma que, também durante esse evento, foi feita votação entre os especialistas, focada no uso do método. "O resultado foi apertado. A maioria foi a favor dos adesivos, desde que eles sejam usados com cautela, por até três meses e em situações bem selecionadas", recorda.
 
Ruth Clapauch ainda lembra que nem todas as mulheres poderão usar os adesivos. Segundo a endocrinologista, eles são contra-indicados para mulheres com histórico de câncer de ovário, endométrio, mama ou que têm ovário policístico. "Estas poderão tratar o problema com terapias comportamentais ou outros medicamentos, como antidepressivos do tipo bupropiona, que ajudam a melhorar a libido. Mas é fundamental que este acompanhamento seja feito sempre sob orientação médica, a fim de evitar surpresas desagradáveis", salienta a médica.


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